segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quem diz que o pão integral de forma é saudavel? Parte 2

Vale mais um pão com Deus que dois com o diabo.
Proverbio popular


Poucos alimentos têm uma história tão antiga como o pão. Pensa-se que a humanidade tenha conhecido o trigo há cerca de 10 000 anos, na bacia dos rios Tigre e Eufrates - conhecida por Crescente Fértil - que hoje corresponde a Irak, Síria e Kuwait. Do crescente fértil o trigo teria sido levado para os outros países mediterrânicos, mas a utilização do trigo na preparação do antecessor do pão, foi iniciada pelos Egípcios, cerca de 5000 anos A.C.

Os cereais, inicialmente, eram consumidos crus e inteiros, passando posteriormente a ser moídos. Dessa farinha resultante, eram preparadas bolachas e outras misturas com água, que seriam amassadas e cozidas sobre pedra quente.

As massas não eram fermentadas e, até hoje, existem muitos pães que sobrevivem nessa categoria, como o Chapati (India), Roti (Paquistão), Lavash (Arménia, Irão, Turquia), Ázimo (Israel), entre outros.
Parece que foi por acaso, que descobriram que a massa de farinha com água, deixada durante um tempo em temperatura ambiente, levava um significativo aumento do seu volumem, assim como uma melhoria apreciável da consistência, gosto e aroma, para além de ser mais facilmente digerível. Assim também, a adição accidental de água do mar, também terá levado a concluir que a adição de sal traz vantagens não só ao sabor, mas também à consistência e aspecto final da massa. Finalmente, a aplicação do calor (fogo), possivelmente para tentar diminuir o conteúdo em água, permitiu descobrir uma nova consistência e um novo sabor ao produto, do que resultou a fabricação de um pão muito próximo ao que consumimos nos dias de hoje.




O pão era usado no Egipto como moeda no pagamento do salário. Os gregos (Sec. I a. C) por sua vez, adquiriram reputação de excelentes padeiros, talvez devido à introdução de um fermento a base de lúpulo e mosto fresco. A pesar de o pão ser desenvolvido no Egipto, foram os Gregos que levaram o pão na mesa das famílias. Os romanos (Século II a.C a Século IV d.C.) herdaram o conhecimento e a experiência das delegações e dos escravos gregos. Em Roma, quem foram os principais padeiros eram de origem Grega, e foram eles os responsáveis pela instituição da "padaria" como estabelecimento comercial. Ao conhecimento e experiência da Grécia, os Romanos acrescentaram a sua sabedoria no campo da moagem e a utilização de tijolos na construção de fornos para cozer o pão.


Depois da época de ouro do pão em Itália, no fim do Império Romano e toda sua organização, seguiram-se mais de 400 anos de fome e pestes. Voltou-se a consumir o pão sem fermento, achatado e duro, as padarias europeias foram desaparecendo, somente persistindo nos castelos e conventos. O pão era nessa época um sinal exterior de riqueza.


Foi a partir da revolução francesa (1798) que o povo em fúria invadiu a Bastilha para roubar o stock de trigo e a França começou a liderar o mercado e a qualidade do pão. A partir dali saíram inumeráveis receitas, que actualmente ainda se consomem, como o famoso pão francês, ou também chamado de Baguette. Este pão mede 80 centímetros de comprimento e nasceu em 1840, para atender o desejo de um diplomata austríaco que queria comer, na então capital do pão - a França - um pão com o mesmo tipo de fermento usado para fabricar a massa em Viena. A partir daí, o fermento caiu no gosto dos franceses, que passaram a importar da Austrália. Daí nasceu a baguete - que antes recebeu o nome de pão-fantasia.




Mais como esse pão veio a parar no Brasil e ficaria tão famoso???
O pão francês brasileiro deu origem pelas tentativas dos cozinheiros de produzirem um pão parecido com os baguetes franceses. A sua receita surgiu no início do Século XX, perto da Primeira Guerra Mundial, por intermédio dos brasileiros ricos que voltavam de viagem da Europa. Em algumas regiões ele se difere de sua fonte de inspiração europeia. Às vezes leva açúcar ou gordura na sua composição. E os apelidos dado ao pãozinho francês nos estados do Brasil são completamente diferentes. No Rio Grande do Sul é chamado de cacetinho. Já no Sergipe é chamado de pão Jacó. Mas mesmo com suas características tradicionalistas, o pão francês é um sucesso em todas as regiões brasileiras.

Bom, até aqui a historia é uma maravilha..não quero estragar o relato, mais no momento de desenvolver o famoso "pãozinho" será que os padeiros pensaram na repercussão do consumo de este produto para o nosso organismo, o foi mais uma invenção para saciar nossos desejos pelo gostoso e atractivo?




Na verdade, vamos falar um pouco do outro lado do pão francês:

- Feito com farinha de trigo refinada, que após o seu consumo eleva a taxa de glucose e triglicéridos em altos níveis, no sangue.

- Não tem nutrientes suficientes para dizer que é um produto que lhe trará algum beneficio nutricional..por ser feito com farinha refinada, as qualidades nutricionais diminuem de forma drástica, em especial nas vitaminas e minerais.

- Processo de fermentação rápida (deficiente) na produção, para que o tempo de fabricação seja menor e aumente o rendimento, isso faz com que o pão não seja totalmente fermentado e traz problemas no corpo depois do seu consumo como gases, má digestão, acidez, queimação, entre outros.

- Muitas vezes os pães antes de assar se compram congelados ...então não se sabe realmente a procedência dos produtos que estão consumindo.

- E por ultimo, assim como qualquer produto de padaria convencional (sem querer generalizar porque tem muitas excepções) tratam o pão como um simples produto, um objecto, uma peça de fabricação...se perdeu faz tempo a conexão entre o padeiro e o pão, onde o padeiro fazia os produtos com amor e gratidão, sabendo que estava tratando com um ser vivo e que ia trazer muitos benefícios ás pessoas que iam consumir.


Em fim...achou que esta vez ficou um pouco longa a historia ,mais tentei resumir o mais possível a historia deste produto tão comum nos nossos dias, para que possamos adicionar maior valor a este produto tão antigo e importante na nossa alimentação e nossas vidas.

Na Terceira parte estarei passando algumas dicas de receitinhas de pães caseiros e algumas padarias que realmente fazem o pão com gosto e tradição.

Namaste!








sábado, 29 de janeiro de 2011

Quem diz que o pão integral de forma é saudavel? Parte 1

São as 5 da manhã..me preparando para sair ao trabalho..vejo na mesa um pacote de pão integral de forma, desses que vem pronto e muitas vezes duram até 10 dias "fresquinho", pego duas fatias, colocou manteiga ou uma fatia de queijo, e tomo com um copo de leite.


Ali eu ficou pensando...na verdade, estarei me nutrindo com este pão ou só o estou consumindo para matar a fome? que vida e nutrição pode me dar este pão que está guardado na embalagem plástica há mais de 6 dias...


Nestes dias, o pão de forma embalado com plástico se transformou em um produto a mais na estante do super mercado.....um alimento morto..sem vida...tratado como um brinquedo que joga no carrinho do super mercado e leva junto com pacotes de bolacha, guardanapo e produtos de limpeza.


Antigamente, o pão era um produto básico na alimentação, e muitas vezes sagrado, sendo preparado a partir do grão moído, agua e fermento..uma fermentação que levava varias horas e por métodos realmente naturais.


A textura do pão era dura...e claro... precisava de mais mastigação. Esta mastigação é de suma importância já que me traz a CONSCIÊNCIA que realmente estou processando a comida para logo ser engolida e digerida no meu estômago. Esta mastigação tão necessária está se perdendo nos últimos anos...veja-se nas sobremesas,na comida refinada, nos "pães", e até na carne....então..o corpo está perdendo a CONSCIÊNCIA que está mastigando o alimento para logo ser processado e começar a etapa de nutrição.. lembrando que a mastigação também e importante porque nesse momento as glandulas salivares na boca libera enzimas muito importantes para a digestão da comida...onde em caso de não ser assim, o alimento em vez de nutrir e dar satisfação ao corpo e alma, trará desconforto com inchaço no estômago, gases e má estar, fruto de uma má mastigação e indigestão...


Mais não e só com a mastigação que vamos resolver este mau que atinge muita gente..senão também na forma de preparo do pão integral..onde o pessoal da Industria adiciona muitos ingredientes para que o crescimento seja rápido e o rendimento cada vez maior, fazendo com que os compostos do pão não sejam totalmente processados...já que não tem o tempo de preparo de forma natural onde as enzimas no processo de fermentação quebrem as moléculas de proteínas e carboidratos e logo seja facilmente digerível por nós...


Em fim...não quero me estender..mais sim deixar claro, que esse pão realmente não é pão...se precisar comer ele, fique bem atento ao que está comendo...se não tem outra opção, tente torrar um pouquinho para dar uma textura mais crocante e incluir um pouco de energia por meio do calor.


Na segunda parte, estarei falando um pouquinho da historia do pão e do querido pãozinho francês que todo mundo gosta e de algumas receitas praticas para fazer em casa também..já que não adianta nada falar e falar e não dar soluções...

Que tenham um bom café da manhã!

Namaste!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Candídíase, a cura começa pela alimentação

Sol, Chuva, e Humidade...os ingredientes perfeitos para a propagação de uma doença que aparece com maior frequência nestas temporadas, causada por um fungo, chamada de Candidíase.

Muitas vezes aparece como o famoso sapinho na boca, ou como irritação e coceira em alguma parte do corpo, assim como nos órgãos genitais; nas mulheres aparece na vagina principalmente, provocando o famoso"corrimento".

Apesar da Cândida fazer parte de nosso corpo, seja no intestino ou em certas membranas mucosas, o nosso estilo de vida desordenado, alimentação dês balançeada e agitação do dia a dia, fazem com que ela se propague de forma incontrolável.

Estes factores se complementam com outros dois muito importantes: baixa acidez estomacal, que faz que os alimentos não se processem correctamente, e a acumulação de substâncias nocivas no intestino como parasitosis, fezes antigas grudadas das paredes, diverticulos, matéria morta.

Existem muitas opções de tratamentos de forma segura e natural, e vamos focar agora na parte da alimentação. Esta informação extrai do livro "Candidiase a praga" da escritora e jornalista Sonia Hirsch, que fez uma investigação muito profunda e profissional sobre este tema.

Vamos dividir o assunto em duas partes: Os alimentos que favorecem a candidíase, e os alimentos que combatem a doença:

Alimentos que favorecem a candidíase:
- Açúcar: Seja como mel, açúcar refinado, melado, frutose, etc.
- Lacticínios: Leite, queijo, requeijão, creme de leite, coalhadas pasteurizadas e produzidos por processos industrias, com o sem frutas.
- Produtos de padaria e confeitaria: Pães, biscoitos, sobremesas, docinhos. São de grande estímulo para o crescimento dos fungos..incluindo os integrais.
- Cereais e tubérculos:Arroz branco, integral, milho seco e verde e suas respectivas farinhas; batatas, mandioca, tapioca e suas féculas e polvilho.
- Solanáceas: Tomate, pimentão, beringela, jiló, batata inglesa e jurubeba
- Gordura: Frituras, molhos que contém gordura e óleo em excesso, gordura animal.
-Produtos animais em conservas como salsichas, defumados, linguiças, mortadelas, etc.
- Soja não fermentada:Leite de soja, tofu, proteínas de soja, soja torrada.
- Frutas: Principalmente as doces e ácidas como melões, bananas, mamão, abacaxi, etc.
- Frutas secas: ameixa, uva passa, banana passa, que quase sempre contem fungos e resíduos de insecticidas.
- Oleaginosas: Nozes, castanhas, amêndoas, amendoim e sementes em geral.
- Estimulantes: chá preto, café, guaraná, produtos com cafeína em geral.
- Álcool: bebidas alcoólicas são açúcar fermentado
- Produtos industrializados em geral.

Eu sei que na lista dos alimentos citados acima estão os que comunmente consumimos. Porem, não se desespere...que agora vem as opções saudáveis, e que procurando receitinhas gostosas e praticas, podemos incluir no nosso cardápio do dia a dia. O importante e começar, nem que seja com doses pequenas destes ingredientes saudáveis, seu corpo com certeza vai sentir a diferença e pouco a pouco irá diminuindo os alimentos prejudicias e trocando pelos alimentos que favorecem a cura.

Alguns alimentos que combatem a candidíase:
- Leite e vegetais lactofermentados: Use e abuse de iogurte e coalhadas caseiras. Conservas de vegetais e frutos,que fornecem enzimas além de lactobacilos.
- Ovos caipira: A biotina do ovo impede a transformação dos fermentos em micélios.
- Fígado e rins de galinha ou boi
-Carnes, aves, peixes e frutos do mar, frescos e de boa qualidade.
- Vegetais crus e crocantes
- Limão, em pouca quantidade neutraliza qualquer fermentação no estômago e intestino.
- Cereais integrais, cozidos e brotados
- Pão integral de fermentação caseira
- Cará, batata yacon, inhame taro, folhas verdes
- Sementes e grãos germinados e seus brotos
- Vegetais e frutas com pouco amido como melancia , pepino, cenoura, abóbora,etc.
- Alho, cogumelo
- Óleo de coco, azeite extra virgem de oliva, manteiga sem sal, linhaça
- Sal e temperos ajudam na digestão
- Não faltar agua quente depois das refeições ou chás.

Na verdade é uma lista interminável...só estou colocando de modo geral as indicações de tratamento por meio de alimentação...espero que seja um inicio para uma investigação mais profunda no processo de auto cura, lembrando que o único responsável pela cura no nosso corpo somos nós mesmos.

Namastê

"É parte da cura o desejo de ser curado." (Sêneca)





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pão de queijo, será de verdade?

Tudo começou, numa fazenda mineira provavelmente no século XVIII, quando uma cozinheira com muita imaginação e criatividade, quis oferecer para o patrão uma comidinha especial e que nenhuma outra cozinheira tinha ousado preparar. Ali nasceu o pão de queijo, tomando como receita básica o biscoito de polvilho e adicionando queijo e gordura animal.





A partir de 1950, esta receita estava já em todo o Brasil, com grande sucesso, e é tanto o sucesso que até se transformou em um produto de exportação para países como Japão, Itália, Portugal, Alemanha, Inglaterra,Estados Unidos e muitos mais.

Até aqui, tudo está bem.

Vamos ver agora, o que a industria fez com o pão de queijo. Nosso querido produto de exportação, e que o brasileiro é tão orgulhoso.

Para que na próxima vez que compre um "pão de queijo" pense duas vezes antes de comer, vou apresentar como a Industria de Alimentos, geralmente, vende este produto para padarias, industrias pequenas e comercio em geral:

"Ingredientes para Mistura de pão de queijo aromatizado artificialmente"

Uaiii, mais que estranho, porque aromatizado artificialmente?,
Bom, porque para baixar os custos da padaria, industria ou comercio, tem que baixar a quantidade de queijo e ovos a usar, é claro. Então, por isso, essa famosa "Mistura de pão de queijo aromatizado" leva como ingredientes:
- Fécula de mandioca,
- Fécula de mandioca modificada (para melhorar a textura que daria maior quantidade de queijo e ovo)
- Gordura vegetal, (Geralmente e usada parcialmente hidrogenada, ou seja, com gordura trans)
- Sal refinado e
- Aroma idêntico ao natural de queijo parmesão (que de natural não tem nada, se utiliza para compensar a falta de queijo minas semi curado, já que geralmente usa-se o mussarella porque é mais económico)

Também algumas empresas colocam: estabilizante estearoil-2-lactil lactato de cálcio, ácidulante ácido latico (que compensa o sabor ácido do queijo), realçador de sabor glutamato monosódico, entre outras artimanhas. Incrível né?

E ainda tem empresa que diz que pode usar "qualquer" tipo de queijo na preparação, então imagina as quantidades exageradas de "aroma artificial a queijo parmessão" e os tipos de queijo "baratos", que o produto contem. O correto seria usar o queijo minas meia cura.

A economia e pagada pelo preço alto na forma de ENGANO ao consumidor.

Por isso, antes de comer um pãozinho de queijo na padaria da esquina, pense duas vezes...é melhor fazer em casa, com ingredientes de qualidade e um adicional da frescura e carinho que coloca na produção de um pão de queijo de verdade.

Namaste