terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um dia Orgánico por semana

Agradeço a vida por estar presente neste momento e ao planeta terra por me doar seus alimentos,
 seu ar, seu fogo, sua agua e sua terra. Obrigada






Com esta pequena prece ao nosso amado planeta Terra, quero lhes falar sobre o que é um dia orgânico.

Como sabem, os produtos orgânicos são produzidos sem fertilizantes, agroquímicos, pesticidas, agentes de crescimento,etc. e por esse motivo, os produtos orgânicos são saudáveis e respeitam o EQUILÍBRIO da Terra, além de respeitar a vida dos nossos agricultores, que cada vez mais estão sendo envenenados pelos agentes químicos que são obrigados a comprar.

Com respeito aos produtos orgânicos no supermercado ou nas feiras orgânicas, muita gente já me falou que os preços são até 3 vezes mais caros que os produtos originais. Então, ao final, se termina comprando os produtos de sempre, cheios de químicos e pesticidas, que somente vão trazer infelicidade a nossa vida.

Quero lhes propor fazer um DIA ORGÂNICO por semana, ou seja...comprar uma vez por semana 1 ou mais produtos orgânicos, como alface, ou um suco de uva, ou uma fruta, ou até um pãozinho...
Eu sei que é muito caro para a economia de muita gente..mais se começar de  pouquinho...podemos ajudar a que com maior demanda desses produtos, os preços baixem...o problema é que se ninguém compra..então os preços nunca vão baixar..sendo um circulo vicioso de nunca acabar.

Além disso, estamos fazendo com que se RESPEITE nosso solo, nossa terra,nossos agricultores, nossa gente.

TODOS SOMOS UM...se começar a consumir produtos orgânicos, pelo menos uma vez por semana..estaremos ajudando ao melhoramento de nossa qualidade de vida..de nosso redor, de nossa família... e ao melhorar sua vida, automaticamente vai melhorar o planeta...porque tudo o que lançar de bom e melhor ao universo, este vai retornar mais forte e com maiores beneficios.

Junto com o consumo de produtos orgânicos, uma vez por semana...também nesse dia pode fazer um dia de auto limpeza, de auto cuidado,de auto conhecimento, já que estaremos cooperando com o equilíbrio externo do planeta, e que melhor momento para trabalhar o equilíbrio interno que tanto precisamos nestes dias.

Algumas dicas poderiam ser:

- Comer somente frutas para limpar seu corpo
- Comer alimentos crus
- Tomar sopas de desintoxicação
- Não comer carne
- Ficar em casa e fazer faxina interna (limpeza de magoas, ressentimentos, ódios, etc)
- Meditação ou preces direcionadas a nos, nossas famílias, a sociedade e o planeta terra
- Relaxar e escutar música tranquila, que faça você ir para dentro de você mesmo, e não para fora
- Ver filmes de atitudes positivas, de esperança, de historias da vida real que ensinam muitas vezes a apreciar a beleza da vida que está nossa volta e dentro de nós
- Não ver televisão, a não ser para assistir algum filme (a televisão é um dos maiores intoxicantes que se tem na historia)
- Sair para a praia, o campo, a montanha..fazer uma caminhada, yôga, tai chi ou simples mente contemplar a natureza traíram seu equilibro de volta.




Em fim...estas só são algumas dicas que poderia fazer nesse dia especial..obviamente não precisa fazer tudo..só estou dando alguns exemplos do que poderia fazer e o resto e só deixar a imaginação correr...e o mais importante..escutar o seu corpo para sentir o que ele realmente precisa.

Muito obrigada e que tenham um feliz dia Orgânico!
Namaste!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diabetes e açúcar refinado

No dia 14 de Novembro foi o dia Internacional da Diabetes, e por isso, quero com partilhar um pouco de informação ao respeito dessa  doença e também informação VERDADEIRA E TRANSPARENTE sobre o açúcar refinado, sendo muitas vezes uma verdade um pouco amarga.

O dia Internacional da Diabetes, foi criada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e introduzida no calendário em 1991, como resposta ao alarmante crescimento do diabetes em todo o mundo.

No mundo, o diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 246 milhões de pessoas. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. Estima-se que boa parte das pessoas que têm diabetes, doença que pode atingir crianças de qualquer idade, desconhece a sua própria condição.

No Brasil, de acordo com o Vigitel 2007 (Sistema de Monitoramento de Factores de Risco e Protecção para Doenças Crónicas Não Transmissíveis), a ocorrência média de diabetes na população adulta (acima de 18 anos) é de 5,2%, o que representa 6.399.187 de pessoas que confirmaram ser portadoras da doença.

Depois de ler estas informações, vamos começando a ter uma noção do que está acontecendo a nosso redor, e não é somente o que acontece com amigos e vizinhos, senão que também pode chegar a acontecer dentro da sua própria família.

Se diz que o consumo de açúcar refinado e outros tipos de carboidratos simples são os grandes vilões detrás de tudo isso, mais eles não são os únicos. A falta de curiosidade com respeito á informação sobre o assunto, a fé cega na industria alimentaria  e a falta de consciência do consumidor com aquilo que coloca dentro do seu corpo, também fazem que todos sejam culpados desse grave problema.






Mas não vamos falar aqui de culpados e vitimas,e ao em vez disso, abrir um pouco a consciência apresentando informação com relação à doença, o açúcar refinado, carboidratos refinados e todos as possíveis soluções para a gente não levar eles (o açúcar refinado e demais carboidratos refinados) mais para dentro de casa, ou seja, seu bem amado corpo.


Vamos começar falando um pouco da doença Diabetes.



A diabetes foi mencionada pela primeira vez como Diabetes Mellitus no século XVI, nas altas classes sociais da Inglaterra. O termo diabetes descreve uma passagem desordenada na urina. O termo mellitus se divide em dois: mel é o mesmo significado em latim e tis, significa inflamação. O latim mellitus que se combina com o grego diabetes, passa a significar: passagem desordenada na urina com Inflamação causada  pelo mel.

Assim, muitos doutores começaram a sentir a presença de cheiro doce na urina, com alguns outros sintomas próprios da doença, a qual estava estreitamente ligada ao consumo de um novo ingrediente que estava no topo da moda entre os ricos e famosos: o açúcar.


Eu não vou entrar em detalhes com especificações técnicas da doença, porque achou que isso se encontra até de mais na Internet e livros, mais sim só fazer uma observação. A Diabetes Mellitus é uma das doenças provocadas pela alteração do metabolismo, e o uso excessivo de açúcar como alimento y carboidratos refinados (farinhas e arroz branco), fizeram com que muitas pessoas, em especial aquelas que vivem nas grandes cidades, tenham a doença. Existe Diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional, etc., mais o que é realmente importante e saber, que a solução está nas nossas mãos, começando pela ELIMINAÇÃO total dos produtos refinados: AÇÚCAR, farinhas brancas, e cereais que não são integrais.

O que chama ainda mais a atenção é o fato de se desenvolver cada vez mais nos países em desenvolvimento. Por exemplo, em 1880, o cidadão dinamarquês consumia  14,5 kg de açúcar refinado anualmente e a morte registrada por diabetes era de 1,8 por 100.000. Em 1911, o consumo havia dobrado, uns 41 kg de açúcar por ano por cada dinamarquês e a média de mortes por diabetes era de 8 por 100.000. Em 1934 o consumo de açúcar refinado era de 57 quilos por pessoa por ano e a média de mortes por diabetes era de 18,9 por 100.000.

Não quero ir muito longe, no Brasil (primeiro exportador de açúcar no mundo) segundo a pesquisas da Embrapa, na década de 1930, o consumo médio anual de açúcar era de 15 quilos por habitante. Já nos anos 1940, esse número aumentou para 22. Na década de 1950, o consumo passou a ser de 30 quilos por pessoa, passando para 32 nos anos 1960. Em 1970, a média era de 40 quilos e, em 1990, esse índice estabilizou-se em 50 quilos por habitante. Devido a esse aumento, o Brasil tornou-se um dos maiores consumidores mundiais do produto per capita. Cada brasileiro consome entre 51 e 55 quilos de açúcar por ano, enquanto a média mundial por habitante corresponde a 21 quilos por ano. Apesar do alto consumo per capita, o mercado brasileiro de açúcar ainda pode se expandir com o aumento do consumo pelo processo de industrialização de produtos alimentícios, que, comparado ao de outros países, ainda é relativamente baixo.

Então, se compararmos com o incremento da diabetes no país, podemos ver CLARAMENTE o efeito do açúcar e carboidratos refinados com a Diabetes. Vejamos algumas outras informações tomadas de fontes do governo:

"O número de diabéticos deve aumentar em 65% na América Latina nos próximos 20 anos. A estimativa é de que cheguem a 30 milhões o total de casos latino-americanos nas duas décadas e que aumente de 285 milhões para 438 milhões o número de pessoas com a doença no mundo, de acordo com o levantamento da Fundação Mundial de Diabetes.

O Brasil figura entre os 10 países com maior percentual de diabéticos, com 6,4% da população geral. Ao lado de outras doenças crónicas não transmissíveis, o diabetes é um dos principais desafios da área da saúde."

"O Ministério da Saúde vai lançar na próxima semana um plano de combate a doenças crónicas: diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares. O ponto fundamental, além do acesso aos tratamentos e aos remédios, é o incentivo à mudança de hábitos.
As causas do problema são consequências da vida moderna e não param de aumentar. O sedentarismo e a má alimentação já fazem com que cerca
de 48% dos adultos sejam considerados acima do peso. O número é mais alarmante entre as crianças: mais de 30% das que têm entre cinco e nove anos estão nessa faixa.

A preocupação maior é com a diabetes. O Ministério estima que os casos vão aumentar nos próximos anos, começando cada vez mais cedo. A doença é mais comum entre as mulheres; a incidência entre elas é 30% maior do que entre os homens."

" Os relatórios da Federação Internacional de Diabetes (FID) colocam luz neste problema. Os dados divulgados para as sociedades médicas de todo mundo mostram que o País ocupa, actualmente, o 5º lugar na lista mundial de nações com o maior número de portadores da doença. Em 2007, último ano da publicação do chamado "atlas global da doença", os brasileiros estavam na 8ª posição."

Depois de mostrar tudo isto, não quero alarmar, mais mostrar com dados estatísticos a situação actual.
Mais como falei em um principio, não quero somente dar mas noticias, senão também boas, e a continuação darei algumas dicas de como se prevenir ou pelo menos, não progredir (em caso já tivesse a doença):

- Leve uma vida tranquila na medida do possível
- Coma alimentos INTEGRAIS, FRUTAS E VERDURAS o máximo possível e EVITAR os carboidratos simples ou refinados como açúcar branco, arroz branco, farinha branca. (pães, bolos, bolachas, salgadinhos, sanduiche com pão de forma e hamburguer, etc) Com este simples passo, sem pensar em perder peso, terá seu peso regulado e as dores de cabeça com os quilos demais passaram para a historia.
- Pelo amor a sua vida e seu corpo medite, faça tai chi, yoga, etc. e veja como a vida flui melhor depois de ter mais contacto consigo mesmo.
- Vamos entrar na corrente do amor começando por nos mesmos: AMESE!!!!!!!! e tome a desição correta ao momento de comprar ou consumir produtos que não sejam feitos com amor, carinho e compaixão, consuma alimentos orgânicos, alimentos fabricados no Brasil, de forma regional e de empresas que trabalham de forma justa e por último faça você mesmo sua comida, faça um pão, um queijo branco, um yogurt, suas refeições mais básicas para levar ao trabalho...somente assim, você se dará o respeito que  merece e a vida lhe mostrará que é mais bela com saúde e disposição.

Namaste!





Obs.: A informação com respeito a origem da diabetes e algumas outras anotações foram tomadas do livro: Sugar Blues de William Dufty (recomendo muito).

















terça-feira, 8 de novembro de 2011

O mercado da fome beneficia países doadores

Vale a pena ler...é uma reportagem tomada da página da Deutsche Welle http://www.dw-world.de/dw/0,,607,00.html, e achei importante ver que nem tudo que diz que é bom realmente o é.
Namaste!

 

Luta contra a fome – uma bandeira que praticamente todos levantam. Mas há acusações de que muitos dos que dizem querer ajudar na verdade se beneficiam da miséria alheia.


O Haiti é o exemplo típico de uma política que traz lucro para os países desenvolvidos e prejudica os pequenos agricultores locais – justamente as vítimas da fome. Essa é a avaliação do diplomata Jean Feyder, de Luxemburgo, presidente da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
Em seu livro Mordshunger (em tradução livre "Fome voraz"), Feyder retrata o drama da ilha caribenha: até 30 anos atrás, os agricultores haitianos produziam arroz suficiente para a população do país. O Haiti foi então obrigado a reduzir suas taxas de importação de 50% para 3%. Alimentos subvencionados importados dos Estados Unidos arruinaram a agricultura local. Os produtores perderam seu meio de subsistência e cada vez mais pessoas começaram a passar fome.
No Haiti, o arroz está cada vez mais caro No Haiti, o arroz está cada vez mais caro

Hoje, o Haiti importa dos Estados Unidos 80% do arroz que consome – e assim está à mercê dos caprichos dos mercados internacionais. Mesmo antes do terremoto que devastou o país em janeiro de 2010, o Haiti já era um dos países mais pobres do planeta. O ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que fez forte pressão pela redução nas tarifas alfandegárias haitianas, arrependeu-se de sua política: "Talvez tenha sido bom para alguns dos meus fazendeiros em Arkansas, mas foi um erro".
O que aconteceu com o Haiti, diz Jean Feyder à Deutsche Welle, vale para muitos outros países. Também os membros da União Europeia (UE) lucraram com a exportação de grãos, carne de aves, leite em pó ou polpa de tomate a preços que arruinaram produtores rurais nos países em desenvolvimento.
Ajuda que beneficia os países doadores
Assim, o Haiti e outros países tornaram-se dependentes de ajuda humanitária. Só que essa ajuda não é dada sem interesses próprios. "A doação de alimentos não pode continuar servindo como meio de os países doadores se livrarem de seus excedentes agrícolas e explorarem novos mercados", critica Feyder.
Ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos  Ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos

O princípio de ajuda útil para o próprio doador fica evidente no programa Food for Peace, dos Estados Unidos. Como maior país doador, os EUA vinculam quase um terço de sua ajuda econômica ao fornecimento de bens e serviços. Assim, produtos agrários norte-americanos são transportados por longas distâncias sob a bandeira dos Estados Unidos.
Os países que recebem a ajuda precisam comprovar, reprova Feyder, "que podem se tornar mercados consumidores dos produtos agrários norte-americanos". Lá os alimentos são distribuídos ou vendidos para financiar mais ações humanitárias.
A venda e distribuição garantem lucros a terceiros. Os agricultores locais sofrem. Segundo um representante da organização humanitária Care, no Quênia, se está destruindo o que se quer construir. Onde se tentou desenvolver um meio de subsistência para os agricultores através do cultivo de óleo de girassol, foram despejadas no mercado toneladas de óleo de cozinha subvencionado por programas de ajuda humanitária.
A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) quer reformas. Mas as tentativas de acabar com a monetarização do fornecimento de alimentos fracassou no Congresso. Além de agricultores e empresas de transporte, também organizações de ajuda humanitária protestaram por não abrirem mão do financiamento de seus programas.
Enquanto o governo dos Estados Unidos lutava, em 2010 o Programa Mundial de Alimentação (WFP, do inglês) das Nações Unidas respondeu por "78% dos alimentos comprados em países em desenvolvimento".
Críticos dizem que ajuda humanitária agrava a dependência em muitos países africanosBildunterschrift: Críticos dizem que ajuda humanitária agrava a dependência em muitos países africanos

Esforço decepcionante
Organizações humanitárias, países doadores e em desenvolvimento entraram em acordo sobre uma forma mais efetiva de ajuda ao desenvolvimento em 2005. Em uma conferência em Paris, decidiu-se que deveria haver melhor coordenação, alinhada com as necessidades dos beneficiários, e que os resultados precisariam ser avaliados.
A Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) fez um balanço das medidas em 2011. Das 13 metas acordadas, apenas uma foi alcançada. O resultado foi considerado "decepcionante" pela OCDE.
Desiludido, o economista queniano James Shikwati pede o fim da ajuda ao desenvolvimento. De acordo com suas convicções, essa ajuda serve principalmente aos interesses políticos dos doadores. Na África, quem mais se beneficia da ajuda humanitária são os governos corruptos. A dependência foi aprofundada.
A declaração do ministro alemão para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Dirk Niebel, de que gostaria que fosse dado mais valor aos interesses da economia alemã foi considerada por Shikwati como "honesta". Em conversa com o "europeu", ele pediu a Niebel que "não prejudicasse os interesses econômicos da África através da ajuda humanitária", mas que se preocupasse em promover comércio justo.
Mulheres somális vendem bens de ajuda humanitária  Mulheres somális vendem bens de ajuda humanitária

Especialmente em regiões de conflito a ajuda humanitária cai em mãos erradas. De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), em agosto de 2011 foram roubados na Somália milhares de sacos de alimentos para as vítimas da catástrofe da fome. O WFP anunciou que o roubo está sendo investigado.
Residentes de um dos campos de refugiados contaram que, depois de terem sido fotografados com sacos de milho, os alimentos foram novamente tomados deles. Nos mercados da capital, Mogadíscio, eram vendidos sacos com alimentos com selos do WFP, da Usaid e do governo japonês.

Ajuda aos famintos pode prolongar guerras
Já em 2010, um relatório do Grupo de Monitoramento da ONU para a Somália concluiu que metade da ajuda alimentar do WFP era roubada por senhores da guerra, comerciantes corruptos ou funcionários corruptos do próprio WFP. A organização negou isso.
A jornalista e escritora holandesa Linda Polman (A Indústria da Caridade. Os bastidores das organizações de ajuda internacional) conhece o mau uso da ajuda humanitária. Durante a fome na Somália nos anos 1990, ela testemunhou como os senhores da guerra roubavam suprimentos dos famintos para comprar armas. A ajuda pode prolongar uma guerra, assegura Polman, pois, segundo ela, "na guerra, alimento é arma."
Capa do Livro de Linda PolmansCapa do Livro de Linda Polmans

Em entrevista à Deutsche Welle, Polman alerta para que não se glorifique instituições de caridade. Segundo ela, existe uma "indústria da ajuda", de instituições de caridade concorrentes e que têm interesses comerciais. Mesmo que tenham boas intenções, diz Polman, as organizações humanitárias vivem da fome e da ajuda humanitária. Elas concorrem pelo dinheiro de doadores e cooperam muito pouco entre si. E os poderosos nos países beneficiários se utilizam disso.
Segundo estimativas das Nações Unidas, existem cerca de 37 mil organizações internacionais de ajuda humanitária em todo o mundo. Na conta não estão incluídas iniciativas privadas. Polman apela aos doadores que controlem melhor projetos e instituições.

Transparência contra a corrupção – Open Aid
Movimento Open Aid na Alemanha  Movimento Open Aid na Alemanha

Wolfgang Wodarg já foi membro da comissão de Cooperação e Desenvolvimento Econômico do parlamento alemão e visitou muitos projetos de ajuda internacional. Hoje, Wodarg trabalha na diretoria da organização Transparency International na Alemanha.
Em entrevista à Deutsche Welle, ele estimou que apenas 10% da ajuda internacional chegam às pessoas que realmente precisam dela. "Corrupção e conflito de interesses são parte integrante da cooperação para o desenvolvimento", reclama Wodarg. E a única forma de combater esse mal é aumentar a transparência.
Para isso foi criado o movimento Open Aid: doadores e instituições de caridade devem publicar em uma plataforma comum tudo o que recebem em forma de financiamento. Os beneficiários devem ser incluídos. O objetivo é criar um sistema que permita que qualquer pessoa na internet possa ter acesso a todas as organizações, projetos e resultados da ajuda internacional. E assim se pode ver, também, quem de fato se beneficiou